Linha Curzon
A Linha Curzon é uma linha fronteiriça e de armistício entre a Polónia e a República Socialista Federada Soviética da Rússia proposta pela Conferência de Paz de Paris em 1919 por uma comunidade presidida por Lord Curzon. A Polónia rejeitou o acordo e, entre as I e II Guerras Mundiais, estendeu os seus limites para este e sul.
Em 1946, a fronteira soviético-polaca estabeleceu-se sobre a dita linha.
Já durante a Conferência de Teerã, em 1943, uma nova fronteira oriental polonesa foi criada a fim de legitimar as aquisições territoriais soviéticas de setembro 1939, ignorando os protestos do governo polonês no exílio em Londres.
A Conferência de Potsdam deu consentimento para a deportação do povo polonês, das antigas regiões fronteiriças orientais polonesas, mas a questão sobre a fronteira ocidental polonesa ainda ficou por resolver. Os Aliados decidiram entregar à Polônia os territórios doTerceiro Reich situados a leste dos rios Oder e Neisse (excluindo a parte norte da ex-Prússia Oriental, que tornou-se parte da Rússia como Óblast de Kaliningrado), durante o período temporário de jurisdição polonesa e até o momento, quando os limites territoriais foram finalmente reconhecidos pelo tratado de paz.
Após a Segunda Guerra Mundial, as fronteiras orientais polonesas foram incorporadas à União Soviética como parte das Repúblicas Socialistas Soviéticas da Ucrânia, Bielorrússia e Lituânia. A anexação destes territórios era comemorada na ex-União Soviética, e também é comemorada atualmente na independente Bielorrússia como a "unificação da Bielorrússia".
O nome oficial do ataque à Polônia era a Conquista da Libertação da Ucrânia Ocidental e da Bielorrússia Ocidental. Depois do colapso da União Soviética, estes territórios da união das repúblicas da Ucrânia, Bielorrússia e da Lituânia mantiveram as suas fronteiras interrepúblicas e externas.

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