O Pacto Molotov-Ribbentropnota 1 foi um tratado de não-agressão firmado às vésperas da Segunda Guerra Mundial (1939-1945),
entre a Alemanha Nazista e a União Soviética. Esse tratado definia:
1. 5 anos de paz entre Alemanha e a União Soviética;
2. Invasão da Polônia (que seria dividida entre as 2 nações), dos Países Bálticos e da Finlândia.
3. História
. Antecedentes .
5.
O resultado da Primeira Guerra Mundial foi
desastroso tanto para o Reich alemão como para a União Soviética. Durante o
conflito, os bolcheviques lutavam pela
sobrevivência, e Lenin não teve alternativa a não ser reconhecer a independência
da Finlândia, da Estónia, daLetónia, da Lituânia e da Polónia. Além disso, diante do avanço militar alemão, Lenin e Trotsky foram forçados assinar o Tratado de Brest-Litovsk,
que retirava o país da guerra mas cedia alguns territórios ocidentais da Rússia
ao Império Alemão. Após o colapso da
Alemanha, tropas da Grã-Bretanha, da França e do Império Japonês intervieram
na Guerra Civil Russa.
6.
Em 16 de abril de 1922,
a Alemanha e a União Soviética ingressaram no Tratado de Rapallo, por
cujos termos renunciavam às reivindicações territoriais e financeiras contra os
demais. As partes se comprometeram ainda à neutralidade na eventualidade de um
ataque de um contra um outro pelo Tratado de
Berlim (1926).
7.
No início da década de 1930, a ascensão do Partido Nazi ao poder na Alemanha, aumentou as tensões
entre estes países, a União Soviética e outros países de etnia eslava, que foram considerados "Untermenschen"
("sub-humanos") de acordo com a ideologia racial nazi. Além disso, os
nazistas, antissemitas, associavam a etnia judia com
o comunismo e com o capitalismo financeiro,
aos quais se opunham. Por conseguinte, a liderança nazi declarou que os eslavos
na União Soviética estavam a ser governados por "judeus bolcheviques".[carece de
fontes]
8.
Em 1939,
a Alemanha e a Itália fascista, apoiaram
os nacionalistas espanhóis na Guerra Civil Espanhola,
enquanto os soviéticos apoiaram a Segunda República Espanhola,
sob a liderança do presidente Manuel Azaña. Naquele mesmo ano, a Alemanha e o Império Japonês entraram
no "Pacto Anti-Comintern", e a que se juntou, um ano depois, a
Itália.
9.
A feroz retórica
anti-soviética de Adolf Hitler foi uma das razões pelas
quais a Grã-Bretanha e a França decidiram que a participação da União Soviética
na Conferência de Munique, em 1938,
sobre o destino da Tchecoslováquia, seria perigosa e inútil. O Acordo de Munique, então assinado, marcou uma anexação parcial
da Tchecoslováquia pela Alemanha no final de 1938, seguido da sua dissolução
completa, em março de 1939, o que é visto como parte de um
apaziguamento da Alemanha realizado pelos gabinetes de Neville Chamberlain e Édouard Daladier. Esta
política levantou de imediato a questão de saber se a União Soviética poderia
evitar ser o próximo passo na lista de Hitler.
10.
Nesse contexto, a
liderança soviética acreditava que o Ocidente poderia querer incentivar a agressão alemã a
Oriente, e que a Grã-Bretanha e a França poderiam ficar neutras no conflito
iniciado pela Alemanha Nazi. Pelo lado da Alemanha, devido a que uma aliança
com a Grã-Bretanha era impossível, tornava-se necessário estreitar relações
mais estreitas com a União Soviética para a obtenção de matérias-primas. Além
disso, um bloqueio naval britânico era esperado em caso de guerra, o que iria
provocar uma escassez crítica de matérias-primas para o esforço de guerra da
Alemanha. Depois do acordo de Munique, aumentaram as necessidades alemãs em
termos de abastecimento militar, ao passo que, devido à implementação do
terceiro plano quinquenal na URSS, eram essenciais investimentos maciços em
tecnologia e equipamentos industriais.
11.
Em 31 de março de 1939,
em resposta ao desafio da Alemanha nazi do Acordo de Munique e da ocupação da
Tchecoslováquia, a Grã-Bretanha garantiu o apoio da própria França para
garantir a independência da Polónia, da Bélgica, da Romênia, da Grécia e da Turquia. Em 6 de Abril, a Polónia e a Grã-Bretanha concordaram em
formalizar a garantia de uma aliança militar. Em 28 de abril, Hitler denunciou o Pacto de Não-Agressão
Polaco-Alemão de 1934 e o Acordo Naval Anglo-Germânico de 1935.
12.
. O tratado e suas consequências .
13.
À esquerda as
fronteiras conforme o Pacto Molotov-Ribbentrop. À direita, as fronteiras reais
em 1939.
14.
Foi assinado em Moscou na
madrugada de 24 de agosto de 1939 (mas
datada de 23 de agosto) pelo então ministro do
exterior soviético Vyacheslav Molotov e
pelo então ministro do exterior da Alemanha Joachim von Ribbentrop. Em
linhas gerais estabelecia que ambas as nações se comprometiam a manter-se
afastadas uma da outra em termos bélicos. Nenhuma nação favoreceria os inimigos
da outra, nem tampouco invadiriam os seus respectivos territórios, além do que,
a União Soviética não reagiria a uma agressão alemã à Polônia, e que, em contrapartida, a Alemanha apoiaria uma
invasão soviética à Finlândia, entre outras concessões. De
facto à invasão nazista seguiu-se a Invasão Soviética da Polónia e
também da Finlândia ainda em 1939.
15.
Em dois protocolos
secretos, os dois governos organizaram a partilha dos territórios da Europa de
Leste em zonas de influência, decidindo que a Polónia deveria deixar de existir
(passando o seu território para a Alemanha e para a URSS), que a Lituânia ficaria sob alçada alemã (meses mais tarde a
Alemanha trocou a Lituânia por outra zonas de influência, ficando a Lituânia
sob alçada soviética), que a Estónia e a Letónia passariam para a URSS bem como grande parte da
Finlândia e vastas zonas da Roménia e da Bulgária.
17.
Este novo facto
nas relações internacionais alarmou a comunidade das nações, não só porque os
nazistas eram supostos inimigos dos comunistas, mas também porque,
secretamente, objetivava a divisão dos estados da Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia e Romêniasegundo as esferas de interesses de ambas as partes. O
pacto era absolutamente vital para ambos os países: para os alemães assegurava
que se poderiam concentrar apenas na sua frente ocidental para além de terem
assegurado combustíveis que de outro modo impossibilitariam tais operações. Do
lado soviético, a paz e a ajuda militar eram fundamentais, tanto mais que as
forças militares não estavam preparadas para qualquer grande combate, como se
comprovou na mal sucedida aventura finlandesa de Novembro de 1939 (guerra de inverno).
18.
O pacto durou até 22 de junho de 1941,
quando a Alemanha, sem prévio aviso, iniciou a invasão do território soviético
pela Operação Barbarossa.
obs:- Notas, verificar os tratados históricos sobre o tratado de paz Nazi-Soviético, Pacto Hitler-Stalin, Pacto Ribbentrop-Molotov, Pacto Germano-Soviético
Notas
- ↑ Também referido como Tratado Molotov-Ribbentrop, Pacto Nazi-Soviético, Tratado Nazi-Soviético, Pacto Hitler-Stalin, Pacto Ribbentrop-Molotov, Pacto Germano-Soviético, ou simplesmente Tratado de não-agressão Germano-Soviético.

